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Urnas eletrônicas no mundo.

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Cerca de 25 países utilizam o sistema eletrônico de votação, incluindo países como Estados Unidos, França, Bélgica, Peru e Argentina. Portanto, é um sistema bastante difundido. É verdade, porém, que a maioria desses países o utiliza apenas parcialmente. Ainda assim, países como Omã, Venezuela e Butão, assim como o Brasil, utilizam o sistema eletrônico em 100% do eleitorado.

Também há dados sobre o voto pela internet. O voto online acessível a todos os eleitores existe apenas na Estônia, um país báltico europeu muito avançado em tecnologias de identificação digital. Lá, todos os eleitores estão habilitados a votar online. Ainda assim, essa modalidade não é a mais utilizada: na eleição presidencial de 2015, cerca de 30% dos estonianos votaram pela internet. O voto presencial, portanto, ainda predomina.

Além disso, há cerca de 10 países que utilizam algum tipo de votação online para grupos específicos de eleitores, não para toda a população, mas de forma progressiva.

A forma como as eleições acontecem em cada país reflete muito sua cultura e realidade. Há casos curiosos. Na Gâmbia, por exemplo, as eleições são realizadas com tambores que representam os candidatos: os eleitores depositam bolinhas de gude em cada tambor, e o som produzido ajuda a evitar votos múltiplos. Ao final, as bolinhas são contadas.

No Equador, onde houve eleições recentemente, filas e locais de votação são separados por gênero — homens e mulheres. Essa medida é vista como uma conquista importante para reduzir pressões e garantir mais segurança às eleitoras.

Na Índia, nenhuma urna pode estar a mais de dois quilômetros do eleitor. Por isso, há casos em que equipes utilizam elefantes para levar urnas a regiões de difícil acesso.

Outro exemplo interessante é o dos astronautas norte-americanos, que podem votar mesmo estando em estações espaciais, por meio de votação online. Nos Estados Unidos, esse tipo de votação também é utilizado por militares e pessoas em locais de difícil acesso.

No México, em alguns casos, urnas são instaladas em garagens de cidadãos autorizados, quando não há escolas ou espaços públicos disponíveis para funcionar como seção eleitoral.

Quanto aos maiores processos eleitorais do mundo, a Índia é, de longe, o maior, com mais de 600 milhões de eleitores participando das eleições. Em seguida vêm Estados Unidos e Indonésia, com cerca de 160 milhões de votos. O Brasil também está entre os maiores: nas eleições municipais de 2020, houve cerca de 110 a 115 milhões de votos, com quase 150 milhões de eleitores registrados.

Existe algum país que ainda proíbe o voto feminino? O último foi a Arábia Saudita, que passou a permitir o voto das mulheres em 2015. Hoje, todos os países permitem, com exceção de um caso peculiar: o Vaticano. Lá, a única eleição é a escolha do Papa, feita pelo colégio de cardeais — e, como mulheres não podem ser cardeais na Igreja Católica, não participam desse processo.

E quantos países possuem uma justiça eleitoral própria? Estima-se que entre 25 e 30 países tenham instituições específicas para lidar com questões eleitorais.

Sobre a apuração dos votos, cerca de 20 a 25 países divulgam resultados no mesmo dia da eleição, ainda que de forma provisória — geralmente aqueles com maior uso de tecnologia eletrônica. Em muitos outros casos, o processo pode levar semanas.

Por fim, como o processo eleitoral contribui para a integração entre os países?

 Isso ocorre de duas formas. Primeiro, pela cooperação entre instituições eleitorais — como o TSE brasileiro, que desenvolve projetos e parcerias com diversos países. Segundo, de maneira mais ampla, pelo fortalecimento da democracia e da participação política, que cria experiências e valores comuns entre os povos, aproximando tanto autoridades quanto cidadãos.

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