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Problema crônico do futebol brasileiro

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A falta de planejamento, a incompreensão do papel do técnico e a indisciplina gritaram “presente!”, na entrevista que o técnico Juan Carlos Osório concedeu aos jornalistas após a derrota para o Flamengo no último domingo, dia 23, como mostrou o Globoesporte.com, no espaço destinado ao São Paulo Futebol Clube.

Um treinador de futebol colombiano bastante conhecido por seus métodos de trabalho meticulosos e pelo hábito de fazer anotações em bilhetes de papel durante os jogos. No Brasil, ele teve uma passagem marcante pelo São Paulo em 2015 e também comandou a Seleção Mexicana na Copa do Mundo de 2018.

Quando indagado sobre os resultados ruins do time, disse ele:  “Não me falaram que venderiam tantos jogadores. Se vocês lembrarem os primeiros jogos, com todo o elenco, tivemos várias vitórias consecutivas. Quando perdemos jogadores, começamos a descer. Normal. Trabalho com o elenco que está aqui, escalo o time que está ao meu alcance”.

A ausência de planejamento é evidente. Certamente, a diretoria do São Paulo iniciou a participação do clube no Brasileirão sem trabalhar com a possibilidade da saída dos jogadores. Caso contrário, não teria surpreendido o técnico. Não teria motivo para agir assim.

Contudo, uma vez colocada de repente diante a necessidade de se livrar dos jogadores, a diretoria deveria ter combinado a decisão com o técnico. Assim não agiu, porque compreende que a função do técnico é colocar em campo o elenco que lhe é entregue pelo clube e ponto final. Fato grave, principalmente, porque corroborado pelo próprio técnico, e gravíssimo, por apontar uma rotina que funciona em todos os clubes de futebol.

Os técnicos chegam aos clubes, encontram os times formados e tocam o barco. Um bom exemplo do resultado do comportamento está na entrevista que o ex-presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kallil, concedeu ao Fox Sports. Por conta disso, os jogadores sabem que a permanência deles não é decisão que dependa dos treinadores. Está montada a equação da indisciplina, elemento pernicioso em qualquer ambiente, mas altamente nocivo, no futebol.

Por Jackson Vasconcelos

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