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Pare, pense, resolva ou chore.

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Estamos à procura de um presidente. Somos um país com 213 milhões de habitantes. Sessenta e oito milhões — dados oficiais — identificam a presença de facções criminosas e milícias nos lugares onde moram.

A corrupção se alastra, o crime cresce. O país produz mais de 2 bilhões de dólares, o que representa um PIB per capita de R$ 50 mil. Há uma crise institucional provocada pelos confrontos diretos entre o Senado Federal e o STF e uma montanha de problemas para resolver — problemas seríssimos e acumulados.

Lula está no terceiro mandato e acumula quase outros dois, se considerarmos que patrocinou o governo de Dilma Rousseff. Durante todo esse tempo, os problemas sérios que o Brasil enfrenta só se agravaram. Flávio Bolsonaro está pau a pau com Lula nas intenções de voto e só tem a sustentá-lo o sobrenome do pai, que governou o Brasil por quatro anos, e a rejeição que metade da população tem a Lula.

Renan Santos cresce porque aponta os problemas do Brasil de modo direto e, por vezes, engraçado. Ele abusa da ironia e do deboche. Mas, e se vencer? Estará pronto para governar o Brasil com os problemas que o país tem? Como será o dia a dia do presidente com o Congresso, com o STF e com a imprensa?

Temos Ronaldo Caiado, com bastante experiência no trato da política, sucesso na administração de um estado e histórico de enfrentamento com Lula desde a primeira eleição direta, em 1989. Temos Zema, testado em Minas Gerais, após dois mandatos como governador e reeleito no primeiro turno, prova da satisfação da população.

Caiado e Zema erram onde Renan acerta: na comunicação com o eleitor, que, no fim, é quem decidirá a eleição.

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