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O jornalismo político.

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São 18 horas do primeiro dia pra valer, depois do carnaval.
Encerrei a última aula (mentoria) para candidatos. Na pauta, a relação com a imprensa. Disponibilizo aqui o roteiro que apliquei. Fiquem à vontade para usar:

Jornalismo político: fato ou disputa?

O jornalismo político não cobre apenas fatos. Ele é uma disputa pelo poder de decidir o que informar e a quem informar. É uma disputa simbólica pela narrativa.

Por isso, para quem atua na política — especialmente candidatos — é essencial identificar imediatamente: estou diante de um entrevistador ou de um debatedor? Essa diferença define estratégia, postura e resultado.
Jornalismo político opera em ambiente de: conflito, narrativa e reputação, tudo isso com cálculo estratégico.

A entrevista política é parte dessa arena.

O jornalista pode estar atrás de informação objetiva; posicionamento claro; confronto; enquadramento narrativo; reação emocional.

É fato relevante num encontro com um jornalista saber se ele está ali como entrevistador ou debatedor. Muito candidato se dá mal, por não saber a diferença.
O entrevistador pergunta, escuta a resposta organiza a informação e a distribui.
Ele pode ser crítico, incisivo e duro — mas seu foco é obter informação.

O debatedor: Interrompe com frequência; formula perguntas com tese embutida; responde antes de ouvir; constrói raciocínios próprios durante a pergunta; busca enquadrar o entrevistado.  Ele não quer a informação ele quer construir uma narrativa com base nas informações que já tem. Ele já tem um ambiente e quer que você entre nele.

Como identificar rapidamente um e outro?

Sinais de entrevistador: Perguntas abertas; escuta ativa e o uso de perguntas complementares coerentes com a resposta. Interesse em dados e explicações.
Sinais de debatedor: Perguntas longas, afirmações travestidas de pergunta e uso frequente da frase “mas o senhor não acha que…”

A diferença é sutil, mas decisiva.

O erro clássico é um candidato não considerar o entrevistador como veículo. O destino final da mensagem é o eleitor. O conteúdo precisa atravessar o mediador e chegar ao público. Quem responde apenas ao jornalista perde a dimensão estratégica da comunicação política.

Portanto, responda com clareza, algo que só é possível se o raciocínio estiver estruturado. Só ofereça dado verificável e evite dispersão.

Há muito mais nos espaços que eu destino à formação de candidatos e profissionais que atuam na política.

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