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Carnaval com “C” de Crime.

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O Carnaval do Rio tem um modelo de financiamento arcaico e criminoso. O patrocínio às escolas de samba com o dinheiro do contribuinte é sempre um tema polêmico. Curiosamente, nunca foi, quando os patronos são os chefes do jogo do bicho. Mas, é próprio de nossa gente suportar o crime com naturalidade. É da nossa cultura.

Marcelo Crivella, quando foi prefeito do Rio enfrentou uma forte oposição por ter suspendido o patrocínio da prefeitura às escolas de samba. Os críticos, o mais ferrenho deles, o prefeito atual, apontaram a opção religiosa do Crivella como motivo para a suspensão.

A polêmica deste ano fica por conta da decisão do Presidente da Embratur, Marcelo Freixo de patrocinar com o dinheiro da empresa, a escola que homenagerá o seu chefe, o Presidente Lula.

Mas, meu tema aqui é a cadeia econômica do carnaval, assunto que já conta com uma boa literatura.

Sobre o tema, a Prefeitura do Rio oferece à população, desde 2022, no Observatório Econômico, o “Carnaval de Dados”, com informações sobre a economia do carnaval .


Em 2024, a Prefeitura aplicou R$92,5 milhões no patrocínio das escolas; em 2025, R$100 milhões e em 2026, estão previstos R$110 milhões.

O site registra que em 2024, para cada real aplicado pela Prefeitura, ela obteve o retorno de R$54,05; em 2025, R$57,00 e para 2026, a previsão é de R$53,64.

Parece um bom negócio, não?

Os dados são insuficientes para provar, pois é essencial saber: seria possível obter um valor maior?

O que faz a prefeitura com os valores extraordinários que arrecada durante o carnaval?

Os mais de 100 milhões aplicados nas Escolas de Samba poderiam ter um destino melhor?

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