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Liberdade, meu senhor.

AREOPAGÍTICA
Houve busca e apreensão de três aparelhos celulares e de um computador do jornalista maranhense Luís Pablo, em razão de uma investigação sobre alegados atos de perseguição promovidos pelo jornalista a um dos ministros do STF, também maranhense e várias vezes eleito representante do estado na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e no cargo de governador.

Assim que recebi a notícia, lembrei-me do discurso pela liberdade de imprensa proferido pelo inglês John Milton — Areopagítica — no século XVII.

Tenho uma das traduções em forma de livro, prefaciada pelo carioca Felipe Fortuna, mestre em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, crítico literário, ensaísta e também diplomata. E também filho de um maranhense, o cartunista Fortuna.

Felipe Fortuna abre o prefácio apontando que “o surgimento da Areopagítica está vinculado a um drama pessoal de John Milton” — o divórcio. Ele esclarece: “A defesa do divórcio provocou reações no Parlamento inglês, que estimou mais do que adequado dar continuidade à ideia de restaurar a censura prévia aos livros, decisão que fora abandonada em 1641 por haver sido considerada ilegal e tirânica”.

E registra ainda: “Com Areopagítica, o objetivo de John Milton é obter da Assembleia, majoritariamente presbiteriana, a anulação da ‘Ordinance’ de 1643, que impôs a censura prévia na forma de obrigatoriedade de autorização e registro para publicação de qualquer material escrito” — e lança, no rodapé, uma curiosidade:

“Em conferência apresentada em março de 1995 na Yale Law School, Vincent Blasi informa que existiam quatro censores para averiguar livros de Direito, três para livros de Filosofia e História e um para Matemáticas, almanaques e prognósticos”.

Nenhum — digo eu — para a fobia dos censores.

A censura sempre teve, ao longo da história da humanidade, o objetivo de controlar o debate público para proteger os agentes do Estado. E tão somente isso.

Várias vezes cheguei a acreditar que a censura no Brasil fora abandonada em 1988, “por ter sido considerada ilegal e tirânica”, como se referiu Felipe Fortuna ao caso do Parlamento inglês. Mas, tantas outras vezes — como agora — sou levado a pensar exatamente o contrário, como ocorreu a John Milton.

John Milton, diante do que temos visto no Brasil, certamente, sem hesitação, escreveria: “A verdade não precisa de censores para sobreviver. Quem precisa deles é o Estado. A verdade, para não se transformar em mentira, precisa da liberdade”.

John Milton, a liberdade de imprensa e o cartunista Fortuna estão presentes nas mentorias que tenho conduzido. Delas tenho retirado conteúdo para os canais de política nacional e internacional que, se forem do seu interesse, você poderá assinar ou me contatar diretamente pelo WhatsApp: 21 99555-1237.

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Comunicação Política.

Novamente, sobre jornalismo.
“A Arte da Entrevista – Uma antologia de 1823 aos nossos dias”, é uma coletânea organizada por Fábio Altman e que se tornou referência para os bons estudantes de jornalismo.

Entre as entrevistas, há uma do escritor Robert Louis Stevenson concedida ao The New York Herald, no dia 8 de setembro de 1887.  É uma entrevista curta, onde se destaca a resposta de Stevenson à pergunta: “Há uma grande divergência de opiniões quanto ao que tenha inspirado você a escrever suas obras, especialmente, “O Médico e o Monstro”,,,

O depoimento de Stevenson oferece uma chave poderosa para entender comunicação política e construção de narrativa pública. Porque a política, como a literatura, não nasce apenas de fatos, mas de imagens mentais fortes.

Stevenson respondeu: “Certa vez, eu precisava muito de dinheiro e achei que tinha que tomar uma atitude. Pensei muito, tentando desesperadamente encontrar um assunto sobre o qual escrever.  À noite, eu sonhei com a história. Não exatamente como ela foi escrita, já que é óbvio que sempre há incoerências nos sonhos, mas posso dizer que ela me veio quase como um presente.
O mais estranho é que eu sempre sonho com histórias. Há algum tempo, eu também sonhei com a história de Olalla, incluída no meu livro The Merry Man e, no momento, tenho duas histórias ainda não escritas com as quais também sonhei(…).
Tudo o que eu sonhei sobre o doutor Jekyll foi que um homem estava imprensado dentro de um armário, quando engoliu uma droga e se transformou em um outro ser”.

Na comunicação política, a lógica é semelhante: O público reage a imagens narrativas e a arquétipos. Antes de existir o discurso técnico, existe o imaginário. Campanhas bem-sucedidas entendem que o eleitor não decide apenas com base em dados, mas a partir de narrativas internalizadas — muitas vezes não verbalizadas.

Assim como o sonho organizava a tensão dramática em Stevenson, o imaginário social organiza tensões políticas latentes. É o caso de Jekyll e Hyde,  uma história sobre respeitabilidade pública, impulso oculto, moralidade versus desejo e aparência versus essência

Pura matéria-prima política.

A política é, em certo sentido, a gestão permanente do “duplo”. Na comunicação política as narrativas públicas funcionam bem quando condensam complexidade em símbolos. Educação é escola; saúde é atendimento médico, mobilidade é transporte…
Na comunicação política a emoção deve ser mobilizada com uma estratégia consciente. A narrativa é construída deliberadamente.

Quando não há essa consciência, a política vira improviso e quando há excesso de cálculo sem imaginação, vira tecnocracia estéril.
O que essa conexão ensina?
Antes do slogan, identifique a imagem latente. Antes da proposta, compreenda a tensão emocional. Antes do discurso, encontre o “elo dramático”.

Toda narrativa política estratégica tem conflito claro, transformação possível, personagem central e símbolo mobilizador.  Exatamente como uma boa história literária.

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Existe cultura democrática aqui?

Qualquer discussão sobre a democracia na Venezuela precisa ir além da prisão de Nicolás Maduro e de seu círculo. A pergunta central é outra: a cultura democrática ainda existe ali?

Sem uma resposta sincera, toda “intervenção” — armada, diplomática ou econômica — corre o risco de repetir o erro histórico de se imaginar que a democracia se faz de fora para dentro. Ela não se impõe. Ou se constrói por dentro — ou não existe.

A intervenção mais dolorosa sofrida pelos países da América Latina foi silenciosa. Chamou-se Consenso de Washington.

Endividados até a raiz dos cabelos com os bancos internacionais, governos latino-americanos foram chamados à mesa pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Mundial.  m troca de crédito e “estabilidade”, os países foram obrigados a aceitar um pacote de dez princípios apresentados como técnica neutra — mas profundamente políticos.

Disciplina fiscal (controle do déficit público); redução do gasto público considerado improdutivo; reforma tributária (base ampla, alíquotas moderadas); juros determinados pelo mercado; taxa de câmbio competitiva; abertura comercial; abertura ao investimento estrangeiro direto; privatizações; desregulamentação e proteção à propriedade privada.

Os interventores, com planilhas e manuais, atropelaram culturas econômicas, instituições frágeis e realidades sociais complexas. O resultado foi o fracasso das economias locais, porque a mudança de cultura não se faz na marra — nem com soldados, nem com tecnocratas.

E por aqui, no Brasil após o carnaval? A cultura democrática ainda respira? Você pode responder. E após a resposta, me dizer que tipo de consenso nos mantém pobres e submissos à vontade dos agentes do Estado?

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Uma história fascinante.

A parte final do depoimento de Moreira Franco a Aspásia Camargo, quando confrontada com as inúmeras notícias envolvendo as relações de Jair Bolsonaro e da direita brasileira com a Justiça, impõe uma reflexão incontornável: algo se fez de errado — e de muito errado — na redação do capítulo da Constituição Federal relativo ao Ministério Público e à Justiça.

Tive a honra — dobrada — de ler “Moreira Franco – Política como Destino”, por acompanhar a construção da obra em diferentes fases: primeiro, ainda como rascunho; depois, na versão final antes da publicação; e, recentemente, na edição definitiva, já disponível ao público.

Eu recebi um exemplar como presente dado pela Aspásia Camargo, com a dedicatória: “Para Jackson, amigo e cúmplice desta epopeia. Com admiração e amizade”.

Não se trata apenas de um livro de memórias. É um documento histórico.

A obra se insere na tradição de registros fundamentais da política brasileira. Ela dialoga, em relevância institucional, com os Diálogos da Presidência, de Fernando Henrique Cardoso; personagem presente na vida do Moreira Franco e, com destaque no livro. Tem a densidade intelectual da trilogia de Lira Neto sobre Getúlio Vargas; aproxima-se da correspondência entre Getúlio e Alzira, livro organizado por Adelina Novaes e Regina da Luz Moreira; e conversa com Artes da Política — Diálogo com Amaral Peixoto, conduzido por Aspásia Camargo e contribuição de Lucia Hippolito, Maria Celina e Dora Rocha.

Mais do que uma narrativa pessoal, o livro oferece uma chave de leitura para compreender decisões institucionais que moldaram o Brasil contemporâneo.

Eu fui espectador privilegiado de vários episódios ali relatados — e talvez por isso a leitura tenha sido, para mim, ainda mais significativa.

Entender como se desenharam determinadas engrenagens institucionais é condição para avaliar seus efeitos no presente é uma obrigação que me imponho como estrategista.

Na quinta-feira, 5 de março, Moreira Franco estará na Livraria da Travessa do Shopping Leblon, às 19h. Terei a oportunidade de abraça-lo e, certamente, agradecer a Aspásia pelo legado que ela construiu ao ouvir Moreira Franco com paciência. O roteiro desse trabalho, ela relata numa espécie de prefácio, com o título “A Geração de 1964 e o Legado de Vargas”.

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O jornalismo político.

São 18 horas do primeiro dia pra valer, depois do carnaval.
Encerrei a última aula (mentoria) para candidatos. Na pauta, a relação com a imprensa. Disponibilizo aqui o roteiro que apliquei. Fiquem à vontade para usar:

Jornalismo político: fato ou disputa?

O jornalismo político não cobre apenas fatos. Ele é uma disputa pelo poder de decidir o que informar e a quem informar. É uma disputa simbólica pela narrativa.

Por isso, para quem atua na política — especialmente candidatos — é essencial identificar imediatamente: estou diante de um entrevistador ou de um debatedor? Essa diferença define estratégia, postura e resultado.
Jornalismo político opera em ambiente de: conflito, narrativa e reputação, tudo isso com cálculo estratégico.

A entrevista política é parte dessa arena.

O jornalista pode estar atrás de informação objetiva; posicionamento claro; confronto; enquadramento narrativo; reação emocional.

É fato relevante num encontro com um jornalista saber se ele está ali como entrevistador ou debatedor. Muito candidato se dá mal, por não saber a diferença.
O entrevistador pergunta, escuta a resposta organiza a informação e a distribui.
Ele pode ser crítico, incisivo e duro — mas seu foco é obter informação.

O debatedor: Interrompe com frequência; formula perguntas com tese embutida; responde antes de ouvir; constrói raciocínios próprios durante a pergunta; busca enquadrar o entrevistado.  Ele não quer a informação ele quer construir uma narrativa com base nas informações que já tem. Ele já tem um ambiente e quer que você entre nele.

Como identificar rapidamente um e outro?

Sinais de entrevistador: Perguntas abertas; escuta ativa e o uso de perguntas complementares coerentes com a resposta. Interesse em dados e explicações.
Sinais de debatedor: Perguntas longas, afirmações travestidas de pergunta e uso frequente da frase “mas o senhor não acha que…”

A diferença é sutil, mas decisiva.

O erro clássico é um candidato não considerar o entrevistador como veículo. O destino final da mensagem é o eleitor. O conteúdo precisa atravessar o mediador e chegar ao público. Quem responde apenas ao jornalista perde a dimensão estratégica da comunicação política.

Portanto, responda com clareza, algo que só é possível se o raciocínio estiver estruturado. Só ofereça dado verificável e evite dispersão.

Há muito mais nos espaços que eu destino à formação de candidatos e profissionais que atuam na política.

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“O voto também canta”.

Foi um carnaval polêmico. Haroldo Costa, certamente, gostaria de ter assistido e de ter comentado, mas ele faleceu em dezembro, pouco antes do Natal. Viveu longos 95 anos. Uma vida que deixou legados para o povo brasileiro.

Tenho Política e Religiões no Carnaval, de Haroldo Costa. O livro não é um trabalho puramente acadêmico, nem apenas memorialístico. Ele ocupa um espaço híbrido: entre o ensaio interpretativo e o testemunho de quem viveu por dentro o universo das escolas de samba.

A presença das religiões no Carnaval está no livro: o catolicismo popular; a religiosidade afro-brasileira (candomblé e umbanda); o sincretismo religioso e as tensões entre o sagrado e o profano.

É uma leitura agradável desde o prefácio, assinado pelo jornalista Villas-Bôas Corrêa: “O voto também canta”. Villas-Bôas faleceu em outro dezembro, nove anos antes de Haroldo — dezembro de 2016. Seguimos, ao que parece, sem reposição à altura desse belíssimo material humano forjado pela geração passada.

Para Haroldo Costa o carnaval é também arena política e palco de construção de narrativas históricas e identitárias. Ele analisa os enredos das escolas de samba e aponta que ao longo do século XX, eles passaram a refletir homenagens a figuras políticas; críticas sociais, veladas ou explícitas; temas nacionalistas; e narrativas sobre poder, cidadania e exclusão.

Depois do desfile deste ano e da polêmica criada pelos evangélicos, resta alguma dúvida sobre a atualidade da obra de Haroldo Costa?
O que você me diz?

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Carnaval com “C” de Crime.

O Carnaval do Rio tem um modelo de financiamento arcaico e criminoso. O patrocínio às escolas de samba com o dinheiro do contribuinte é sempre um tema polêmico. Curiosamente, nunca foi, quando os patronos são os chefes do jogo do bicho. Mas, é próprio de nossa gente suportar o crime com naturalidade. É da nossa cultura.

Marcelo Crivella, quando foi prefeito do Rio enfrentou uma forte oposição por ter suspendido o patrocínio da prefeitura às escolas de samba. Os críticos, o mais ferrenho deles, o prefeito atual, apontaram a opção religiosa do Crivella como motivo para a suspensão.

A polêmica deste ano fica por conta da decisão do Presidente da Embratur, Marcelo Freixo de patrocinar com o dinheiro da empresa, a escola que homenagerá o seu chefe, o Presidente Lula.

Mas, meu tema aqui é a cadeia econômica do carnaval, assunto que já conta com uma boa literatura.

Sobre o tema, a Prefeitura do Rio oferece à população, desde 2022, no Observatório Econômico, o “Carnaval de Dados”, com informações sobre a economia do carnaval .


Em 2024, a Prefeitura aplicou R$92,5 milhões no patrocínio das escolas; em 2025, R$100 milhões e em 2026, estão previstos R$110 milhões.

O site registra que em 2024, para cada real aplicado pela Prefeitura, ela obteve o retorno de R$54,05; em 2025, R$57,00 e para 2026, a previsão é de R$53,64.

Parece um bom negócio, não?

Os dados são insuficientes para provar, pois é essencial saber: seria possível obter um valor maior?

O que faz a prefeitura com os valores extraordinários que arrecada durante o carnaval?

Os mais de 100 milhões aplicados nas Escolas de Samba poderiam ter um destino melhor?

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Direita, volver!

FHC está vivo. A direita também.

Em 1998, no livro O Mundo em Português, diálogo entre Fernando Henrique Cardoso e Mário Soares. FHC afirma:

“…e agora só não temos a direita, que está desaparecendo no Brasil. Ninguém quer assumir a posição de conservador. Nenhum partido no Brasil se assume como conservador.”

Era 1998. Era outro Brasil, outro mundo e outra maneira de um líder político comunicar-se com o povo.

O PSDB, partido de FHC ocupava o espaço do centro reformista; o PT crescia como força social-democrata de oposição; o liberalismo econômico e o conservadorismo eram adjetivos pejorativos.

De fato, ser de direita não rendia capital político. Era defensivo, quase constrangedor.

O eleitor conservador existia, mas não tinha bandeira, narrativa e nem um líder que assumisse o rótulo.

O modelo de falsa representação é a corrupção somoaram-se à revolução digital e à comunicação direta entre o líder da direita e a massa. Tudo mudou.

A identidade conservadora passou a ser assumida com orgulho — e não como estigma — o jogo mudou.

O que era invisível virou movimento. O que era só sentimento, vergonha e vontade virou voto.

Agora temos partidos assumidamente conservadores (PL e NOVO); movimentos com identidade ideológica clara e um eleitorado mobilizado por valores e não apenas por interesses.

A direita brasileira não pede mais licença;ela atropela. Constrange a esquerda, deixa o rei nu.

FHC está vivo.

Com 94 anos de idade e saudável. Que bom!

Ele pode testemunhar algo comum na política: uma previsão histórica sendo desafiada pelo tempo.

A lição não é sobre direita ou esquerda e sim sobre o erro da soberba analítica, pois a política é dinâmica e identidades políticas não morrem. Elas esperam o momento certo para dizer”presente!”

Quem trabalha com estratégia e imagem política nunca declara morto um campo ideológico. Ele pode estar apenas sem liderança e quando encontra uma, renasce.

Eis mais uma lição importante que incorporei ao meu trabalho como mentor em estratégia para os projetos políticos.

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Um Instituto pela Cidadania.

Em 1988, entrou em vigor uma nova constituição para ser o marco da transição entre a ditadura e a democracia plena. Os constituintes compreenderam tão bem esse papel que marcaram a data para uma reforma. Não houve. Os legisladores preferiram os remendos, sem encerrar a transição. Por isso, a CF é o que é: um projeto inacabado e defeituoso para uma transição inacabada e agora defeituosa. Por isso nem somos uma democracia nem uma ditadura. Somos um troço qualquer. O Atlântico – Instituto de Ação Cidadã tenta consertar isso. Devolver a CF à estrada da qual se desviou.

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Será uma estratégia?

Perai.

O Partido Novo e o senador Flávio Bolsonaro reconhecem a legitimidade institucional do TSE para decidir o que eles postulam?

Pois não é razoável que os dois defendam a ilegalidade das decisões do TSE contra Jair Bolsonaro por parcialidade e aceitem como legítimas as decisões do mesmo tribunal se a favor deles.

Então, há outro aspecto a considerar: a decisão do TSE, se contra os pedidos do Novo e do Senador, agravará a imagem negativa dos julgadores, que já anda em péssimo estado.

A decisão do Novo e do Senador Flávio, portanto, colocam o TSE numa sinuca de bico.

Se forem atendidos, Lula estará inelegível como está Jair Bolsonaro; se não forem, o TSE não tem como explicar as decisões contra Jair Bolsonaro.

E tem mais: a dúvida sobre a imparcialidade do TSE na campanha de 2022 crescerá.

A atitude do Novo e do Senador Flávio é uma estratégia inteligente, mesmo que os dois não tenham tido essa intenção.