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A primeira vitória estratégica é sobre si mesmo.

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Lendo “A Vida de Disraeli”, de André Maurois, encontrei uma passagem que parece escrita para os dias atuais. O jovem Disraeli conclui que, antes de influenciar os homens, precisava aprender a conhecê-los. E, antes de conhecê-los, precisava dominar a si mesmo.

A lista de virtudes que ele se impõe é reveladora: Paciência para esperar o momento certo; discrição para não revelar tudo o que pensa; controle da própria fala; capacidade de ouvir mais do que falar; serenidade diante da discordância e atenção permanente às circunstâncias.

Há uma frase particularmente interessante: “Nunca discuta. Apenas apresente resultados.”

Não se trata de submissão. Trata-se de compreender que, na vida pública, argumentos raramente convencem quem não deseja ser convencido. Resultados, ao contrário, falam por si.

Vivemos uma época em que muitos acreditam que estratégia é produzir mais conteúdo, responder mais rápido ou ocupar mais espaço. Disraeli sugere o oposto: estratégia é saber esperar, observar e agir no momento adequado.

A ansiedade quer respostas imediatas. A estratégia exige tempo. Quem fala demais entrega suas intenções. Quem reage a tudo perde o foco. Quem transforma cada divergência em combate desperdiça energia.

Talvez a grande lição seja esta:

A Estratégia não começa no controle dos acontecimentos. Começa no controle de si mesmo.

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