Uma regra que todo político deveria observar: imagem não é estética, é reputação.
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O que pensam e dizem a nosso respeito nos afeta. E muito. Alguns dão de ombros, garantindo com ênfase não se deixarem atingir. Se a indiferença fosse real, não se dariam ao trabalho desse esclarecimento.” (Reputação – um eu fora do meu alcance”, Clóvis de Barros Filho e Luiz Peres Neto.
Quando falamos de imagem política, não estamos tratando apenas de aparência, marketing ou redes sociais, mas sim de um ativo – a soma de atitudes, decisões e resultados.
A imagem positiva é o ativo mais valioso no patrimônio de um político. Um ativo que, se não bem cuidado, torna-se um passivo. Na linguagem própria da estratégia, é uma oportunidade que se transforma em ameaça.
O dinheiro, a equipe e a estrutura de trabalho podem ser recuperados ou recompostos, mas a imagem positiva, quando transformada em negativa, quase nunca.
A construção de uma imagem positiva tem relação direta com a credibilidade, que surge da coerência entre aquilo que o político promete e aquilo que entrega. Diante da expectativa de um eleitor, tem-se a seguinte situação: quando ela é atendida, satisfaz; quando é ultrapassada, encanta, mas quando não correspondida, decepciona e quebra a relação de confiança com o eleitor.
A relação política do candidato com o eleitor é um contrato simbólico firmado na confiança, no desejo, na expectativa. É um compromisso moral. E nesse ponto está o conceito de projeto político. Uma campanha eleitoral é parte dele e não o todo.
Muitos candidatos prometem governar como se isso dependesse apenas da própria vontade. Prometem tudo para todos. Vencem a eleição e decepcionam.
É por isso que toda promessa precisa ser analisada sob uma pergunta básica: “Isso realmente pode ser feito?” Quando um político ganha o rótulo de alguém que promete muito e entrega pouco, nenhuma campanha de comunicação consegue reparar completamente o dano.
Existe, contudo, um paradoxo interessante.
A grande lição é simples: Promessas são compromissos reputacionais. Quanto maiores forem e quanto mais distantes estiverem da realidade, maior será o risco político.
Governar não é inflar expectativas para vencer eleições; é administrar expectativas dentro dos limites concretos da realidade.
Campanhas podem garantir vitórias, mas os mandatos conquistados fixam reputações. E, no fim das contas, é a reputação que determina quem terá futuro na vida pública.
Na política, não é a promessa que constrói uma carreira. É a distância entre a promessa e a entrega.

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Lupi, Lula, Brizola, Vargas, Ortega.
Acabei da assistir a Convenção Nacional do PDT, um partido que permanece sob o comando do Carlos Lupi e sob a inspiração de Brizola, Lula

